Tesouro Direto: como funciona cada título

Tesouro Direto: notebook com gráfico de rendimento em uma mesa de trabalho

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Conteúdo educativo, com informações conferidas em fontes oficiais em 29 de outubro de 2026. Não é recomendação de investimento: regras, taxas e impostos podem mudar, e cada pessoa tem objetivos e perfil diferentes. Confirme os dados nas fontes citadas e, se precisar de orientação personalizada, procure um profissional habilitado.

O Tesouro Direto é o programa do governo federal em que qualquer pessoa pode comprar títulos públicos pela internet. Ao comprar, você empresta dinheiro ao Tesouro Nacional e recebe de volta o valor investido acrescido da rentabilidade do título. Há três famílias principais, que se diferenciam pela forma como o rendimento é definido.

Tesouro Selic: acompanha a taxa básica de juros

O Tesouro Selic (LFT) tem a rentabilidade ligada à taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Segundo o portal do Tesouro Direto, ele hoje é oferecido em uma única opção, com prazo de até seis anos. Por oscilar pouco, costuma ser apontado como o título mais indicado para a reserva de emergência. Os investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic têm isenção da taxa de custódia da B3.

Tesouro Prefixado: taxa definida na compra

No Tesouro Prefixado (LTN), a rentabilidade é conhecida no momento da compra e o pagamento é feito no vencimento, quando você recebe o valor investido mais o rendimento. Existe também a versão com juros semestrais (NTN-F), que paga cupons a cada seis meses. Se você vender o título antes do vencimento, o preço pode ser menor ou maior que o esperado, porque ele varia com as taxas de mercado.

Tesouro IPCA+: juro mais inflação

O Tesouro IPCA+ combina uma taxa fixa com a variação do IPCA, a inflação oficial. Por isso, proporciona rentabilidade real, isto é, acima da inflação. Há a versão com pagamento único no vencimento (NTN-B Principal) e a com juros semestrais (NTN-B).

Custos e imposto de renda

O site oficial do Tesouro Direto informa que a taxa de custódia da B3 é de 0,2% ao ano sobre o valor dos títulos, provisionada diariamente. Materiais mais antigos citam 0,25%, então vale conferir o percentual vigente antes de investir. Sobre o rendimento incide o imposto de renda pela tabela regressiva, de 22,5% (até 6 meses) a 15% (acima de 2 anos).

Para quem o Tesouro Direto serve

Os títulos têm características diferentes, e a escolha depende do prazo e do objetivo de cada um. Veja também como funcionam o CDB e a garantia do FGC e o rendimento da poupança.

Fontes

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