Inteligência artificial no Brasil: ACSP debate regulação

Seminário da ACSP reuniu especialistas, parlamentares e lideranças empresariais para discutir os rumos da inteligência artificial no país.

Inteligência artificial no Brasil: ACSP debate regulação

A inteligência artificial chegou ao grande público e já altera rotinas em escritórios e plantas industriais. Na segunda-feira (1º), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reuniu especialistas, parlamentares e lideranças empresariais no seminário “IA e o Futuro do Brasil”.

O encontro discutiu o entusiasmo com o possível ganho de produtividade e o temor sobre o impacto nos postos de trabalho. Os sistemas ainda não têm regras que definam os limites de uso.

Potencial de crescimento e desafios de compreensão

O presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, afirmou que a tecnologia pode destravar o crescimento do país, embora ainda seja um mistério para parte da população, sobretudo a mais velha.

“Evidentemente, sou de uma geração com muita dificuldade para entender o que é inteligência artificial”, disse ele, ao citar dúvidas sobre como ela pode contribuir para o crescimento econômico.

Políticas públicas e infraestrutura

A cerimônia foi mediada por Tito Hollanda Barroso, coordenador do Conselho de Inovação da ACSP. Segundo ele, o debate vai além dos serviços e abrange políticas públicas e infraestrutura.

Barroso afirmou que participantes do setor que já oferecem inteligência artificial como serviço também foram ouvidos.

Regulação

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que o momento reflete a dualidade entre os benefícios e os receios institucionais gerados pela inovação. Ela avaliou que há preocupação exagerada.

“A questão é achar a justa medida. Nem só o maravilhoso aqui, nem só o pânico do lado de lá”, disse a parlamentar, ao defender que a pergunta central é o que o país precisa.

Marco regulatório no Congresso

Em 2021, a Câmara dos Deputados aprovou um Marco Regulatório com regras para o desenvolvimento e o uso de sistemas de inteligência artificial. Três anos depois, o Senado aprovou um substitutivo que mantém muitos dispositivos do texto original, mas com regras mais rígidas.

Agora, o novo texto é analisado por uma comissão especial da Câmara, que deve decidir quais mudanças do Senado serão mantidas.

Fonte: Brasil 61

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