O senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou na Argentina na noite de terça-feira ao lado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das filhas Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro. A entrada foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações do país vizinho.
Travessia pela província de Misiones
Em nota, o órgão informou que o grupo cruzou a fronteira às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones.
Segundo o governo argentino, às 23h30 o senador e a família embarcaram em um avião privado da companhia Baires Fly. De acordo com o plano de voo, o destino era Guayaquil, no Equador.
A imigração argentina afirmou que os quatro apresentaram documentação válida e não havia impedimento legal para a entrada no país. “A travessia foi registrada pela autoridade migratória sem incidentes”, declarou o órgão.
Prazo para entrega de passaportes foi descumprido
Na terça-feira, um aliado próximo de Flávio e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à agência Reuters que o senador deixou o Brasil. Ele não cumpriu o prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os passaportes à Polícia Federal.
Moraes determinou a entrega dos documentos em um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro. Flávio é investigado junto com o advogado Willer Tomaz, amigo dele. Ambos negam qualquer irregularidade.
Vídeo na véspera e fala de Eduardo Bolsonaro
Na véspera, depois de ser intimado pelo Judiciário, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que negava a intenção de deixar o país. Ele disse que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula foi reeleito no domingo, ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial.
A decisão de Moraes veio após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, afirmar em transmissão nas redes sociais que o senador deveria deixar o país caso perdesse a eleição e que lideraria a oposição brasileira.
Fonte: Agência Brasil



