O caso Ayla teve avanço nesta segunda-feira (10), com a prisão de três suspeitos de envolvimento no sequestro da bebê Ayla Sofia, de 23 dias, em Manaus. Uma das principais investigadas foi localizada à noite na região do Cacau Pirêra, em Iranduba, na Região Metropolitana.
Outros dois suspeitos já haviam sido presos durante as diligências. A Polícia Civil do Amazonas agora trabalha para definir o papel de cada um no planejamento, na execução e nos desdobramentos do crime.
O caso está a cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Falsa gravidez é linha de investigação
Uma das principais hipóteses é a de que o sequestro tenha ligação com uma suposta falsa gravidez. A polícia apura se o crime foi planejado para sustentar a história de que uma das investigadas estava grávida e se a recém-nascida seria apresentada depois como filha dela.
A motivação ainda deve ser detalhada oficialmente. Os investigadores confrontam os depoimentos dos presos com imagens de câmeras de segurança e outros elementos reunidos no inquérito.
Uma das suspeitas nega participação no sequestro, e a versão dela será comparada com as demais provas.
Mãe teria sido atraída com promessa de doações
Segundo as investigações, a aproximação com a família da bebê começou dias antes do desaparecimento. Uma das investigadas teria mantido contato com a mãe por cerca de 15 dias, oferecendo doações de fraldas, roupas e outros produtos.
A polícia apura se a oferta foi usada para ganhar a confiança da mãe e criar a oportunidade de retirar a criança. Os investigadores tentam reconstruir toda a sequência dos fatos, desde os primeiros contatos até o desaparecimento.
Bebê foi encontrada com vida no Santo Agostinho
Ayla desapareceu no domingo (9) e foi encontrada com vida na tarde de segunda-feira (10), no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste de Manaus. A bebê estava na área de uma residência, e moradores que notaram a criança acionaram as autoridades.
Após o resgate, a recém-nascida recebeu atendimento médico. Imagens de câmeras de segurança da região também são analisadas para reconstruir o trajeto dos envolvidos e identificar quem deixou Ayla no local.
O que a polícia ainda quer esclarecer
Com três suspeitos presos, a investigação entra em fase decisiva. A Polícia Civil busca descobrir:
- quem idealizou o sequestro;
- quem participou da retirada da bebê;
- como Ayla foi transportada;
- quem decidiu deixá-la no Santo Agostinho;
- qual seria o destino da criança se o plano tivesse sido concluído.
Outro ponto central é confirmar se a suposta falsa gravidez foi, de fato, a motivação do crime. A DEHS segue reunindo provas e confrontando as versões dos investigados.



