Justiça bloqueia R$ 327 mi do CV por venda ilegal de gás

Gaeco denuncia 12 integrantes do Comando Vermelho por controlar a venda de botijões no Rio por meio de ameaças e extorsões.

Justiça bloqueia R$ 327 mi do CV por venda ilegal de gás

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões ligados ao Comando Vermelho (CV) em um caso de venda ilegal de gás de cozinha. O Gaeco, do Ministério Público estadual (MPRJ), denunciou nesta quarta-feira (28) 12 integrantes da facção acusados de controlar o comércio de botijões em comunidades da região metropolitana por meio de ameaças e extorsões a comerciantes.

Bloqueio de bens e mandados de prisão

Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, o MPRJ obteve da 2ª Vara Criminal Especializada da Capital o bloqueio dos recursos vinculados aos denunciados e às empresas usadas no esquema.

Equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) cumpriram os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Liderança do CV entre os denunciados

Entre os denunciados está Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, apontado como a principal liderança do Comando Vermelho no Rio. Ele é descrito como o principal chefe da facção em liberdade e comanda as ações do CV no Complexo do Alemão.

Como funcionava o esquema

As apurações indicam que o esquema era sustentado por uma estrutura organizada, com funções específicas e comunicação permanente entre os integrantes.

Segundo as investigações, os comerciantes eram obrigados a comprar gás exclusivamente de uma distribuidora determinada ou a pagar taxas mensais ao tráfico de drogas para continuar trabalhando.

Os moradores também só podiam comprar o produto nos locais indicados pelos criminosos, mesmo com preços majorados.

Onde e quando ocorreu

  • Período: entre 2024 e 2025;
  • Locais: comunidades de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e da capital fluminense.

De acordo com a denúncia, as ameaças buscavam eliminar a concorrência, impor condições comerciais favoráveis aos criminosos e garantir o pagamento periódico de valores à organização.

Como a investigação começou

O caso veio à tona depois que o dono de um depósito de gás da comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, denunciou à polícia ameaças de morte e sequestro.

Fonte: Agência Brasil

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