Goiás sanciona leis da GOtech e do banco digital Pequi Bank

Governador Daniel Vilela sancionou leis que criam a GOtech e a plataforma financeira digital Pequi Bank.

Goiás sanciona leis da GOtech e do banco digital Pequi Bank

O governo de Goiás sancionou, em cerimônia realizada em Goiânia, duas leis que criam a Goiás Tecnologia (GOtech) e o Pequi Bank, plataforma financeira digital voltada a micro e pequenos empreendedores. As iniciativas buscam modernizar os serviços públicos estaduais, ampliar o uso de inteligência artificial e facilitar o acesso a crédito para servidores e microempreendedores goianos.

GOtech: tecnologia para a gestão pública

Segundo o governador Daniel Vilela, a GOtech nasce com a missão de desenvolver soluções tecnológicas para melhorar a gestão pública e simplificar a vida da população. “É uma empresa que nasce enxuta, com o objetivo de ser independente financeiramente”, afirmou, ressaltando que o foco é oferecer soluções ao estado e aos municípios.

A empresa foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e pretende ampliar a transformação digital, gerar empregos e atrair investimentos.

O presidente da GOtech, João Grego, explica que a empresa resulta da incorporação da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park, derivada da CelgPAR. Para ele, isso significa “um enxugamento na estrutura governamental”, com otimização de recursos físicos e humanos e economia.

Duas frentes prioritárias

  • mapeamento de recursos estruturais e de talentos na administração estadual para uso colaborativo;
  • expansão do programa IA Contra o Crime.

A GOtech também ficará responsável pela gestão dos ativos de telecomunicações do estado, da rede de internet dedicada e das usinas fotovoltaicas que abastecem órgãos públicos.

IA Contra o Crime será ampliado

Implantado em 2025, o programa usa inteligência artificial para auxiliar na identificação de suspeitos e na elucidação de crimes. Hoje está presente em nove localidades.

A meta é elevar o número de câmeras inteligentes de 567 para 5 mil e chegar a 204 dos 246 municípios goianos até outubro. O investimento previsto é de R$ 200 milhões.

Vilela afirmou que o sistema, iniciado no Entorno de Brasília e depois levado à Região Metropolitana, “consegue com muita rapidez identificar os autores de crimes”.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, disse ter certeza de que a estrutura fará Goiás despontar e ser referência também para o cidadão. Já o secretário-geral de Governo, Gean Carvalho, falou em “inovação e tecnologia a serviço do cidadão”.

O que é o Pequi Bank

A lei estabelece uma plataforma digital de multisserviços financeiros, desenvolvida pela GoiásFomento em parceria com a Stark Bank S.A. A ferramenta pretende ampliar o acesso a produtos financeiros e estimular o desenvolvimento econômico.

A expectativa é atender cerca de 660 mil clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, com movimentação de aproximadamente R$ 16 bilhões por ano em negócios.

O presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar, disse que o banco saiu do papel em tempo recorde e que o primeiro módulo será entregue na semana seguinte à cerimônia.

Papel social e programas integrados

O governo também aposta no Pequi Bank para operacionalizar programas sociais. Segundo Vilela, a plataforma permitirá ao estado ter receita com os serviços e, ao mesmo tempo, oferecer serviços financeiros mais baratos ao cidadão.

Mães de Goiás, Aprendiz do Futuro e Crédito Social serão integrados à plataforma. O primeiro produto a migrar será o cartão do Bolsa Estudo. A transferência dos beneficiários será gradual e seguirá as normas de governança e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Implantação em três fases

  • Primeira: cartões pré-pagos e de crédito, para servidores públicos e população em geral;
  • Segunda: crédito público da GoiásFomento, especialmente para empresas;
  • Terceira: serviços associados às contas digitais, para pessoas físicas e jurídicas.

A plataforma também oferecerá crédito privado para empresas e servidores, consignado, recarga de celular, seguros, títulos de capitalização e comercialização de produtos.

Sem custo para o estado

De acordo com o governador, o projeto não teve custos para o estado. “Todo o investimento é feito pelo parceiro, e depois os resultados disso serão divididos entre o parceiro e o estado”, explicou, citando a redução de despesas com gestão bancária.

O governo ainda negocia parcerias com municípios interessados em usar os serviços do Pequi Bank.

Fonte: Brasil 61

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