Seis em cada 10 profissionais brasileiros já conseguem configurar agentes de IA no trabalho para otimizar tarefas e processos do dia a dia corporativo. O dado faz parte de um levantamento da Adapta, que integra diversas ferramentas de IA generativa no país.
Segundo o estudo, 28,4% combinam diferentes tecnologias ou desenvolvem os próprios agentes dentro das empresas.
Empresas investem em capacitação
De acordo com a pesquisa, a maioria das organizações oferece capacitação aos colaboradores. Ao todo, 37,2% recebem treinamentos frequentes em IA, e outros 34% tiveram acesso a cursos introdutórios e materiais de apoio, como trilhas e tutoriais internos.
Para a Adapta, parte da habilidade em configurar e combinar agentes é resultado do investimento em formação pelos empregadores. Além disso, 4 em cada 10 profissionais querem dominar prompts de IA em 2026.
Competências no radar para 2026
O estudo listou as competências de IA que devem estar no radar dos profissionais em 2026:
- Uso de ferramentas específicas de IA: 52%
- Análise de dados com IA: 44,6%
- Engenharia de prompt: 43%
- Visão estratégica e liderança ligada à IA: 41,6%
- Criação e otimização de agentes de IA: 41,2%
- Ética, riscos e conformidade (uso seguro da IA): 33,8%
Liderança acompanha a tendência
O levantamento também identificou que os gestores acompanham esse movimento. Cerca de 71,6% dos profissionais afirmam que seus gestores têm conhecimento intermediário ou avançado em IA para apoiar decisões estratégicas.
Na avaliação da Adapta, o uso da inteligência artificial começa a ocupar uma cadeia estratégica nas organizações, impulsionando mudanças estruturais na forma de liderar e operar. Dados do Google Cloud indicam que 62% das lideranças brasileiras, de CEOs a diretores, já utilizam agentes de IA nas operações.
Domínio de IA e desafios nos treinamentos
Ao avaliar o próprio domínio de IA em 2025, 16,6% dos profissionais disseram usar a tecnologia pouco. A maior parcela afirmou utilizá-la de maneira prática no cotidiano: quase metade (49%) usa ferramentas prontas na empresa, enquanto 34,4% aplicam IA de forma estratégica, desenvolvem soluções próprias ou criam novos fluxos de trabalho.
Apenas 7,4% dos entrevistados disseram não usar agentes de IA no trabalho. Entre os demais, 34,6% configuram agentes para tarefas específicas da área.
Apesar dos percentuais expressivos, quase 28% apontam o excesso de teoria como principal desafio nos treinamentos. Segundo a Adapta, essa abordagem dificulta a evolução no uso de agentes e ferramentas mais avançadas. Já 23,4% afirmaram que o conteúdo ao longo do ano permaneceu superficial, limitado a materiais que não acompanharam as mudanças tecnológicas.
Como foi o levantamento
Foram entrevistados 500 brasileiros adultos, maiores de 18 anos, de todas as regiões e com acesso à internet. O índice de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
Os participantes responderam 8 questões sobre conhecimentos em IA, o impacto de ferramentas e agentes no dia a dia corporativo e as expectativas para cursos e treinamentos em 2026.
Fonte: Brasil 61



