O SENAI, em parceria com a Finep, lançou a 11ª chamada do Smart Factory, que oferece apoio técnico e financeiro a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para aumentar a produtividade e a eficiência de micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs). A primeira janela de inscrições segue aberta até 16 de outubro.
Recursos não reembolsáveis de R$ 47,5 milhões
Ao todo, serão disponibilizados mais de R$ 47,5 milhões em recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à indústria. O edital pode financiar até 70% do valor de cada projeto.
Os 30% restantes devem ser aportados pelas empresas participantes como contrapartida, conforme as regras do regulamento.
De acordo com o especialista em Desenvolvimento Industrial do SENAI Inovação, Gabriel Bertholdo Vargas, o dinheiro poderá custear horas de desenvolvimento, máquinas, softwares e equipamentos.
Ele destaca que muitas empresas têm dificuldade de encontrar especialistas em automação e robótica. “O SENAI disponibiliza especialistas de seus Institutos de Tecnologia e Inovação para atuarem no desenvolvimento desses projetos em conjunto com essas empresas”, afirma.
Novidade: três categorias de projetos
A chamada integra o programa Brasil Mais Produtivo (B+P), na modalidade de transformação digital. A principal novidade é a divisão dos projetos em três categorias: software, hardware e soluções integradas.
Entre as tecnologias que podem ser contempladas estão:
- inteligência artificial (IA);
- internet das coisas (IoT);
- robótica;
- big data;
- sensores;
- sistemas de monitoramento industrial;
- outras tecnologias associadas à Indústria 4.0.
Segundo Vargas, a expectativa é estruturar mais de 90 projetos de soluções de transformação digital.
Como participar
As inscrições são feitas pela Plataforma Inovação para a Indústria. Pela primeira vez, a chamada poderá ter quatro janelas de avaliação de propostas, previstas até março de 2027 e condicionadas à disponibilidade de recursos.
Os requisitos principais são:
- apresentar soluções em estágio avançado de maturidade tecnológica;
- demonstrar potencial para aprimorar processos produtivos;
- apresentar o projeto em parceria com um Instituto SENAI coordenador;
- validar a solução em pelo menos oito micro, pequenas e médias indústrias.
“A empresa poderá levar essa solução, instalar em um chão de fábrica real, testar, medir indicadores e, a partir disso, eventualmente gerar negócios”, explica Vargas.
O que é o Smart Factory
O programa conecta empresas fornecedoras de tecnologia aos Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia para criar soluções voltadas às necessidades da indústria. Na prática, as empresas têm acesso a especialistas e à infraestrutura dos laboratórios do SENAI para desenvolver e validar produtos e levá-los ao mercado.
O portfólio já inclui sistemas de monitoramento de máquinas, soluções de IA para controle de qualidade, ferramentas para segurança do trabalho e equipamentos para automação de processos industriais.
Metas do programa
O Smart Factory pretende desenvolver 360 novos fornecedores de tecnologia e alcançar 8.400 indústrias até o fim de 2027.
Atualmente, soma 279 projetos, dos quais mais de 80 já foram concluídos. A expectativa é que as iniciativas alcancem 7.098 indústrias.
Fonte: Brasil 61



